Cinco anos após Rio+20, indústria faz balanço sobre ações sustentáveis
Postado em Empresa Sustentável em 02/10/2017 às 15h00 por Murilo Gitel

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Quais foram os avanços da indústria brasileira na área da sustentabilidade desde 2012, quando foi realizada a Rio+20? Para responder a esta pergunta, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizará na quarta-feira, 4 de outubro, em Brasília, um encontro onde serão apresentados estudos de 14 setores sobre o uso eficiente de recursos, como água e energia, desenvolvimento de produtos mais sustentáveis e gestão de resíduos.

Entre os destaques nos estudos setoriais está a reciclagem de latas de alumínio para bebidas, que atingiu 97,9% em 2015. Ao considerar a relação entre a sucata recuperada e o consumo doméstico de produtos de alumínio, o Brasil está acima da média dos principais países consumidores do metal, que é de 27%. No País, reciclam-se 46% desses materiais.

Na indústria automobilística, entre os principais avanços nos últimos cinco anos está o ganho de 12% de eficiência energética dos veículos. Outro destaque é a inserção no mercado dos veículos flex. Hoje, 88% dos veículos leves novos vendidos são flex e, desde 2003, mais de 29 milhões de unidades foram vendidas.

De acordo com a diretora de Relações Institucionais da CNI, a indústria está comprometida com o desenvolvimento sustentável

As unidades brasileiras de multinacionais do setor de alimentos têm se tornado referência global no que diz respeito ao consumo consciente da água, segundo a CNI. A Cargill, por exemplo, diminuiu o consumo por produção em 14% entre 2010 e 2015, superando com folga a meta mundial de reduzir a intensidade de consumo em 5% até 2020. Na Bunge, cuja meta global era diminuir 3% no consumo de água entre 2013 e 2016, foram alcançados 9,92% de redução já há dois anos. Em cinco anos, a Unilever conseguiu uma diminuição no consumo em 30% no País.

Setor têxtil
O setor têxtil se destaca no tratamento de efluentes e mantém um contínuo esforço para redução e reuso de água em sua produção. Exemplo disto foi a criação, em 2015, de um processo inovador de lavagem de denim (tecido de algodão que é a matéria-prima do jeans) que pode reduzir, em até 100%, o consumo de água.

De acordo com a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, a indústria está comprometida com o desenvolvimento sustentável. “No entanto, a transição para um novo modelo de produção deve ser apoiado por políticas públicas amplas de apoio às empresas. Entre as medidas propostas estão estímulos a investimentos em inovação e em tecnologias sustentáveis, além de incentivos e desoneração tributária para empresas que usem recursos naturais de maneira mais eficiente”, destaca.

Os 14 setores que relataram avanços em relação à sustentabilidade ambiental são:

- Aço
- Têxtil
- Mineração
- Energia
- Petróleo, gás e biocombustíveis
- Floresta plantada
- Floresta nativa
- Elétrica e eletrônica
- Alumínio
- Químico
- Construção
- Automóveis
- Cimento
- Alimentação

Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), foi realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

O EcoD esteve presente na Rio+20 e realizou a cobertura do evento. Para relembrar como foi clique aqui.

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