Concessionária substitui cabos de polietileno por material biodegradável nas instalações elétricas
Postado em Empresa Sustentável em 28/09/2017 às 12h30 por Redação EcoD

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A experiência com os cabos sustentáveis foi iniciada no final do ano passado com a instalação de 37 toneladas do material originado do etanol da cana-de-açúcar
Foto: Coelba/Divulgação

A concessionária baiana Coelba anunciou na quarta-feira, 27 de setembro, que trabalha atualmente para ampliar a utilização do Cabo Green - produzido com biopolietileno, plástico vegetal feito a partir da cana-de-açúcar, já utilizado pela companhia nos ramais de ligação em substituição aos tradicionais cabos de polietileno (derivado do petróleo). O Cabo Green possui baixa emissão de fumaça e gases tóxicos, além de não propagar fogo por conta de seu pequeno índice de oxigênio.

Totalmente biodegradável e 100% reciclável, o novo composto termoplástico emite menos gás carbônico na produção e também é livre de halogênio, agente oxidante agressivo e prejudicial ao sistema respiratório humano. Para cada tonelada de cabo green produzida, deixa-se de emitir 2 toneladas de CO2 na atmosfera, o que colabora para a redução do efeito estufa.

A experiência com os cabos sustentáveis foi iniciada no final do ano passado com a instalação de 37 toneladas do material originado do etanol da cana-de-açúcar, o que representa 250 km de fiação e possibilita a ligação de 8 mil residências. A Coelba informa que receberá ainda em setembro mais 80 mil metros dos novos cabos na rede de distribuição da companhia.

Segundo a companhia, o Cabo Green possui uma camada dupla de isolação e é indicado para instalações que necessitem de maior confiabilidade. Ele é 20% mais resistente à temperatura, suportando até 85° C. “Em eventuais sobrecargas, dura até o dobro do tempo e oferece mais segurança para instalações residenciais e comerciais, por causa da capa externa em material que retarda a chama”, explica o superintendente de Serviços Técnicos da Coelba, Eduardo Girardi.

A funcionalidade é a mesma dos cabos comuns (de polietileno tradicional) e já possui a aprovação da área de Engenharia Básica da Coelba, depois de inúmeros testes de laboratório. Além disso, atende aos requisitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pode ser utilizado em vários padrões de redes locais.

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