Este avião elétrico poderá fazer voos comerciais daqui a 10 anos
Postado em Carros e Transportes em 24/03/2017 às 10h18 por Redação EcoD

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Avião elétrico: o modelo promete competir com o 737 da Airbus
Foto: Wright Electrics/Divulgação

O carro elétrico já é assunto do passado para uma startup americana. A Wright Electric – uma provável alusão aos Irmãos Wright, apontados como pioneiros da aviação – quer colocar um avião movido à eletricidade no céu daqui a, no máximo, dez anos. O objetivo é realizar viagens curtas, de até 480 km de distância, como as rotas Londres-Paris e Boston-Nova York.

A empresa apresentou uma prévia do novo meio de transporte durante o Dia de Demonstração da Y Combinator, uma das maiores aceleradoras de startups do Vale do Silício, nos EUA. O avião da Wright Electric terá 150 lugares e promete competir pelo mercado dominado por aeronaves dos modelos 737 da Boeing e A320 da Airbus.

Para realizar essa façanha, a empresa fechou uma parceria com a EasyJet, uma companhia aérea britânica de baixo custo. Há uma semana, em seu blog oficial, a Wright Electric insinuou que fecharia um acordo com a EasyJet. “Estamos animados em informar que temos uma potencial parceria com uma companhia aérea. Além disso, um indivíduo quer nosso avião de 150 lugares como seu jato privado.”

Jeff Engler, CEO da startup, disse durante o evento que a forma e o design do avião não trarão nenhuma novidade. Isso porque, segundo ele, tais componentes já foram aperfeiçoados, informa o site Mashable.

Na realidade, o que dificulta o desenvolvimento do avião é o que torna ele interessante: a bateria que irá alimentar os motores. Caso a tecnologia avance rapidamente e as baterias se tornem melhores, veremos um avião totalmente elétrico na próxima década. Contudo, se isso não acontecer, a empresa pretende lançar uma aeronave com motor híbrido – um sistema já utilizado em alguns carros.

De acordo com a Wright Electric, para a aeronave se tornar viável eletricamente, será preciso reduzir a velocidade de cruzeiro. Entretanto, a empresa reconhece que as instituições que regulam a aviação exigem reservas substancial de combustível. Isso, segundo a startup, transforma a viagem de um trecho em apenas um sonho. “Não estamos perto de um avião comercial. Mas é um começo.”

Apesar disso, a startup se mantém esperançosa e tem trabalhado com várias empresas do setor, como a Chip Yates, que registrou o maior voo elétrico do mundo (mais de 1.400 km de viagem).

(Por Marina Demartini, da Exame.com)

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