Moradora devolve vida a bairro com sua arte em Jundiaí (SP)
Postado em Voluntariado em 09/10/2017 às 11h24 por Redação EcoD

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Helena só não pinta mais porque a cidade é grande, já que vontade não falta
Fotos: Fabiano Maia

Uma cidade cinza é uma cidade sem vida, deve pensar a dona de casa Helena Tavares, uma artista de mão cheia. Há três anos, ela pinta desenhos de flores nos postes, muros e jardins do bairro Ponte São João, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Helena só não pinta mais porque a cidade é grande, já que vontade não falta. “Isso alegra o coração de todo mundo que passa, principalmente das crianças. E não tem nada mais gratificante do que ouvi-las falando que os desenhos estão bonitos”, disse Helena.

Tudo começou depois que ela pintou o muro e a calçada da sua casa. Os donos de um estabelecimento vizinho adoraram o resultado e perguntaram se ela não toparia colorir seu muro também. Helena ganhou as bisnagas de tinta e mandou ver!

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Esse trabalho incrível ganhou a admiração e o respeito dos moradores do bairro

Os pincéis da dona Helena não pararam mais desde aquele dia. “Aos domingos minha alegria não é passear e sim poder cuidar do bairro. Enquanto Deus me der forças vou fazer esses trabalhos”, afirma a artista, que ganha todas as tintas.

Bairro revigorado
Esse trabalho incrível ganhou a admiração e o respeito dos moradores do bairro. “Eu nunca vi isso em cidade nenhuma. É um trabalho importante em prol do visual da Ponte São João. Ela revigorou uma praça que estava cheia de lixo. A capacidade dela é incrível”, elogiou o morador Joel Lanza. Outro morador completa: “Ela é muito corajosa e talentosa. Faz trabalhos maravilhosos”.

Mas, dona Helena não domina apenas o uso dos pincéis. Ela toca violão e também canta no coral da Paróquia São João Batista, nos finais de semana. E, além de deixar o bairro mais bonito, ajuda idosos solitários e carentes de atenção.

“Lavo louca, roupa e dou atenção para os idosos do bairro. Tem uma senhora de 92 anos que mora aqui perto e ela lembra a minha mãe. Toda semana lavo as roupas dela. E lavo na mão. Não quero saber de tecnologia. Aprendi a lavar em tábua e hoje tenho dois tanques de cimento. Não preciso de mais nada”, finaliza.

(Via Razões Para Acreditar

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