Ar-condicionado à base de água dispensa compressor e químicos
Postado em Ciência e Tecnologia em 17/01/2018 às 11h12 por Redação EcoD

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Dirigido pelo Professor Associado Ernest Chua do Departamento de Engenharia Mecânica da NUS Faculdade de Engenharia, o novo sistema de ar-condicionado da equipe é rentável para produzir, e também é mais ecológico e sustentável
Foto: Universidade Nacional de Cingapura/Divulgação

Engenheiros da Universidade Nacional de Cingapura (NUS) desenvolveram um novo sistema de ar-condicionado que dispensa os tradicionais compressores mecânicos e os gases refrigerantes usados nos aparelhos atuais. O resultado é um aparelho com consumo de energia muito mais baixo e mais ambientalmente correto, escapando das polêmicas envolvendo a camada de ozônio e a chuva ácida.

O sistema consome cerca de 40% menos eletricidade do que os atuais condicionadores de ar à base de compressores, usados em residências e edifícios comerciais.

Para isso, ele usa uma tecnologia de refrigeração à base de água, em vez de usar refrigerantes químicos, como clorofluorocarbonos e hidroclorofluorocarbonos.

Ao contrário dos condicionadores de compressão de vapor, o sistema não libera ar quente para o meio ambiente

Inventado por Willis Carrier em 1902, o ar-condicionado por compressão de vapor é a tecnologia mais usada atualmente. Essa técnica é muito intensiva em energia e prejudicial para o meio ambiente.

"Em contrapartida, a nossa nova tecnologia de refrigeração à base de membrana e água é muito ecoamigável - ela pode fornecer ar fresco e seco sem usar um compressor e refrigerantes químicos. Este é um novo ponto de partida para a próxima geração de aparelhos de ar-condicionado", disse o professor Ernest Chua.

Refrigeração com água
Os sistemas de ar-condicionado atuais exigem uma grande quantidade de energia para remover a umidade e depois para arrefecer o ar desumidificado. O novo sistema executa esses dois processos separadamente, permitindo controlar melhor cada um deles e, portanto, obter maior eficiência energética.

Para isso a equipe criou uma tecnologia de membrana inovadora - um material semelhante a um papel - para remover a umidade do ar. O ar desumidificado é então arrefecido através de um sistema de resfriamento com ponto de condensação que usa água como meio de resfriamento, em vez de refrigerantes químicos potencialmente nocivos.

Recursos inteligentes
E, ao contrário dos condicionadores de compressão de vapor, o sistema não libera ar quente para o meio ambiente. Em vez disso, é descarregado um fluxo de ar fresco que é comparativamente menos úmido do que o ar ambiente. Cerca de 12 a 15 litros de água potável também podem ser recolhidos a cada dia de operação para um sistema de porte doméstico.

A equipe de pesquisa atualmente refina o design do sistema de ar-condicionado para melhorar ainda mais sua facilidade de utilização. Os pesquisadores da NUS também estão trabalhando para incorporar recursos inteligentes, como configurações térmicas pré-programadas com base na ocupação humana e rastreamento em tempo real de sua eficiência energética. A equipe espera trabalhar com parceiros da indústria para comercializar a tecnologia.

(Via Inovação Tecnológica, com informações da Universidade Nacional de Cingapura)

 

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