Bairro inteiro com casas impressas em 3D será construído para famílias de baixa renda
Postado em Arquitetura e Construção em 02/04/2018 às 12h55 por Redação EcoD

casas3d-ecod.jpg

A tecnologia, quando usada a nosso favor, pode simplesmente transformar a realidade de muitas pessoas, como é o que vai acontecer em El Salvador, na América Central. Sabemos que as casas levam um tempo considerável para ficarem prontas e os custos envolvidos são altos, já que não é só o material que conta, mas a mão de obra também.

Mas se depender da tecnologia as coisas em breve serão bem diferentes. Em El Salvador, um bairro inteiro para famílias de baixa renda será construído a partir da tecnologia 3D. Lá, cada casa terá em média 35 metros e levará apenas 48 horas para ser erguida. Se antigamente uma casa podia levar até anos para ser levantada, hoje, em apenas dois dias, uma nova moradia surge, resolvendo o problema de várias famílias.

Quem desenvolveu o protótipo desta casa popular foi uma organização sem fins lucrativos que ergue casas para pessoas de baixa renda em países em desenvolvimento, a New Story, que foi apresentada ao público recentemente, no festival SXSW – South by Southwest.

Este tipo de moradia pode ser a solução para quem vive em cidades super populosas

O objetivo é construir uma versão um pouco maior, de 60 metros quadrados e reduzir consideravelmente os custos de produção, atualmente em US$ 33 mil (R$ 109 mil) para a casa de 35 metros. Até o final do ano cerca de 100 casas deste tipo serão erguidas em um bairro periférico de El Salvador: “Se funcionar, isso literalmente mudará a forma como as casas são construídas”, diz Brett Hagler, presidente-executivo e cofundador da New Story.

Mais sustentável
Este tipo de moradia pode ser a solução para quem vive em cidades super populosas, onde o preço do aluguel costuma ser muito alto e, além do mais é muito mais sustentável do que as tradicionais, já que quase não há desperdício de material. Este projeto será financiado por doações de empresários de tecnologia do Vale do Silício, nos Estados Unidos. Apesar de as casas não serem doadas, as famílias vão poder financiá-las em até 10 anos e o preço será muito mais baixo do que o das casas tradicionais.

Quando perguntado quanto aos empregos, Hagler diz para as pessoas não se preocuparem, pois a tecnologia não tirará os empregos das pessoas, mesmo porque estas máquinas precisam de profissionais que saibam manuseá-las.

(Via Razões Para Acreditar com informações do São Paulo São e fotos do New Story)

O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento - O conteúdo está sob uma licença Creative Commons CC
Desenvolvido pela 220i | versão tradicional | versão mobile