Fórum em Nova York pede negócios sustentáveis e aceleração do desenvolvimento
Postado em Empresa Sustentável em 25/07/2018 às 11h24 por Redação EcoD

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Amina J. Mohammed, durante seu discurso de abertura do fórum
Foto: Pacto Global

O terceiro SDG Business Forum reuniu líderes de empresas, governos, sociedade civil e das Nações Unidas este mês na sede da ONU em Nova Iorque para estabelecer estratégias para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

O evento integrou a agenda do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas — o encontro anual para revisar o progresso e orientar os esforços globais para a Agenda 2030.

Realizado pela Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês), pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA) e pelo Pacto Global da ONU, o fórum reuniu um grupo diversificado de 600 participantes.

Em seu discurso, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, incentivou empresas de todos os lugares a se comprometerem com os objetivos globais

“Como um primeiro passo fundamental em suas jornadas de sustentabilidade, precisamos que as empresas garantam que estão fazendo negócios de forma responsável, em alinhamento aos valores da ONU e aos Dez Princípios do Pacto Global”, declarou.

Jovens líderes
“Um compromisso internacional de fazer negócios com responsabilidade é uma das contribuições mais poderosas que as empresas podem fazer para a Agenda 2030 ”, disse Amina, acrescentando que os jovens líderes empresariais devem continuar a serem “disruptivos”.

“Eu vejo um progresso encorajador, onde os Estados-membros estão mostrando uma forte apropriação para garantir uma globalização inclusiva”, acrescentou.

Forte mensagem
Lise Kingo, presidente e diretora-executiva do Pacto Global, enviou uma forte mensagem aos líderes de negócios para medir seu progresso. “Estamos há 1 mil dias na rota para 2030. Chegamos a um momento em que precisamos administrar e definir a direção. Agora é a hora de começar a medir os avanços”, disse ela.

Embora muitas das maiores empresas do mundo estejam cada vez mais engajadas com a Agenda 2030, restando apenas 12 anos para alcançar os objetivos globais, o benefício potencial de uma massa significativa de pequenas e médias companhias (PMEs) assumir a responsabilidade de contribuir nunca foi tão evidente.

Caminho atual
Esse ponto foi ressaltado por John W.H. Denton, secretário-geral da ICC. “Três anos nessa jornada, precisamos de uma verificação da realidade. Se continuarmos no caminho atual, não alcançaremos o alvo. Mais do mesmo não nos levará até lá”, disse.

“Temos que encontrar uma maneira de ampliar o engajamento corporativo em uma situação em que 60% das empresas em todo o mundo não estão envolvidas”, salientou diante de uma sala lotada, com aproximadamente 170 executivos de empresas do mundo todo.

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Laj?ák, destacou que as empresas são cruciais para a conquista dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

“Muitos presidentes-executivos estão se juntando a nós hoje. É hora de discutir como acelerar e como promover soluções. Você (executivo) está na linha de frente, e soluções sustentáveis ??são essenciais para sobreviver no longo prazo. Você é essencial para a mudança e para criar uma plataforma de atores no nível nacional”, disse o subsecretário-geral da UN DESA, Liu Zhenmin.

Durante o fórum, os participantes discutiram novas ferramentas para orientar a comunidade empresarial global sobre as melhores práticas de negócio, independentemente de tamanho, setor ou região.

Oportunidades de negócios
O presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Laj?ák, destacou que as empresas são cruciais para a conquista dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. “Os ODS precisam das empresas, mas elas também precisam dos ODS. A Agenda 2030 é um tesouro de oportunidades de negócios. Os consumidores também estão prestando atenção”, disse.

“Então, não pode haver negócios sem sustentabilidade. Se continuarmos do jeito que estamos, veremos mudanças drásticas — e não para melhor. Isso afetará as pessoas e o planeta, e as empresas precisarão disso para prosperar”, disse Laj?ák.

(Via ONU Brasil)

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