Primeira-ministra do Reino Unido apresenta plano para eliminar resíduos de plástico em 25 anos
Postado em Economia e Política em 11/01/2018 às 16h22 por Redação EcoD

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May afirmou que o Reino Unido destinará fundos de cooperação internacional para ajudar os países em desenvolvimento a administrar seus resíduos
Foto: Jay Allen/Flickr (cc)

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, apresentou nesta quinta-feira, 11 de janeiro, um plano de proteção ao meio ambiente que inclui medidas para eliminar todos os resíduos "evitáveis" de plástico dentro de 25 anos, em 2042.

De acordo com a agência de notícias EFE, May disse que os restos de vasilhas e produtos de plástico, muitos dos quais acabam poluindo o mar, são "uma das marcas meio ambientais dos nossos tempos" e afirmou que muitos envoltórios que são utilizados hoje em dia "são desnecessários".

Entre as medidas propostas pelo governo para limitar o uso de plásticos destaca-se "encorajar os supermercados a introduzir corredores com produtos sem plástico", explicou May em um ato realizado em Londres. O Executivo também planeja estender a todo o comércio a obrigação de cobrar do consumidor cinco pence (5 centavos de euros) por cada saco plástico, que até agora só era aplicado às lojas com mais de 250 funcionários. Estudará, além disso, impor uma taxa de 25 pence (28 centavos de euro) sobre as embalagens descartáveis, como as que são utilizadas para café e para levar comida.

May disse que o Reino Unido desempenhará um papel de liderança global na eliminação de resíduos de plástico

May disse que o Reino Unido desempenhará um papel de liderança global na eliminação de resíduos de plástico e, para isso, destinará fundos de cooperação internacional para ajudar os países em desenvolvimento a administrar seus resíduos.

O programa do governo para a proteção do meio ambiente inclui também iniciativas para que os agricultores administrem suas terras de maneira sustentável; recuperar prados e florestas; reduzir a poluição e melhorar a gestão dos recursos.

Críticas ao plano
As organizações de defesa do meio ambiente, bem como a oposição política, criticaram o plano governamental, ao considerar que pode ficar sem efeito pela falta de legislação que o respalde.

Segundo o Greepeace, "carece de urgência, detalhe e efetividade", enquanto a ONG Friends of the Earth apontou que "o que é necessário é um calendário claro e em curto prazo, não promessas vagas de fazer algo bom no futuro".

Tom Burke, do centro de estudos de ecologia e3g, elogiou a abordagem do assunto, mas lembrou que a administração de May enfrenta seu terceiro recurso nos tribunais "pelos níveis ilegais de poluição do ar" no Reino Unido.

Stephanie Hilborne, da Fundação pela Vida Silvestre, avisou que, "sem uma legislação de base, (o plano) poderia desaparecer totalmente".

Um porta-voz do Partido Trabalhista disse que a proposta de May "é uma tentativa cínica de reinventar a imagem dos tories'" e os liberais-democratas disseram que "é assombroso" que tenha fixado o objetivo de 2042 para erradicar o plástico, quando "são necessários resultados agora".

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