Subproduto da indústria é transformado em matéria-prima para o setor da construção
Postado em Reduzir, Reutilizar, Reciclar em 19/04/2018 às 10h35 por Redação EcoD

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Fábrica da Dow no Complexo Industrial de Aratu, na Bahia
Foto: Divulgação/Dow

O conceito de economia circular, voltado para a reutilização, reciclagem, remanufatura e redução do uso de recursos naturais, está incorporado na política global da Dow, indústria química presente na Bahia há mais de 40 anos. No Complexo Industrial de Aratu, em Candeias, um subproduto gerado no processo industrial foi transformado em um novo produto, que hoje é utilizado com sucesso em outras indústrias.

Essa iniciativa teve origem em um programa de inovação, no qual os empregados do site de Aratu foram desafiados a pensar numa melhor destinação para o resíduo, que até então era armazenado em local específico na unidade. Com o trabalho de pesquisa e desenvolvimento e o apoio da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Dow transformou um resíduo sólido do processo produtivo em matéria-prima para a indústria da construção.

Depois de vários estudos que comprovaram a aplicação e a qualidade do produto (o Lime-S), a Dow, em 2014, passou a fornecer a matéria-prima para a unidade industrial de Candeias da Lafarge, líder mundial em materiais de construção, com atuação nas linhas de produtos de cimento, concreto e agregados.

De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, as cadeias de suprimentos circulares que aumentam a taxa de reciclagem, reutilização e remanufatura podem gerar mais de US $ 1 trilhão por ano até 2025

Atualmente, a Dow também comercializa Lime-S para a Cal Trevo, indústria localizada em Simões Filho, que atua na extração e beneficiamento de calcário e na fabricação e comercialização de cal e britas. O resíduo, que foi transformado em novo produto, é rico em óxido de cálcio, magnésio e materiais carbonáticos.

Destinado ao mercado
“O material seria estocado, gerando custo de armazenamento, e agora é destinado ao mercado. Isso significa que mantemos o compromisso com a sustentabilidade e com a produção limpa”, afirma o Líder de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da unidade de Aratu, Fabrício Martines. Graças a essa iniciativa, a Dow reforça o seu compromisso com a inovação, fortalecendo a circularidade no seu processo produtivo.

Em todas as unidades da Dow, os empregados são estimulados a inovar e a criar soluções que reduzam custos, melhorem processos e tenham a capacidade de gerar valor para os clientes e para o mercado. Martines explica que a parceria com a UFBA foi mantida. “O trabalho continua, com o objetivo de identificar outras aplicações, para a indústria de pavimentação, por exemplo”, afirma.

Gestão sustentável
A Dow global definiu Objetivos de Sustentabilidade para serem cumpridos até 2025. Um dos compromissos é assumir posição de liderança para a transição da economia linear, para a economia circular, que redesenha, recicla, reutiliza e remanufatura.

“Aplicar os princípios da economia circular nos permitirá otimizar o uso e reutilização de recursos e, em última instância, reduzir a quantidade de lixo que entra em aterros sanitários”, afirma Martines. “Mais do que nunca, precisamos mudar nosso comportamento e transição para um nível de produção e consumo mais sustentável”.

De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, as cadeias de suprimentos circulares que aumentam a taxa de reciclagem, reutilização e remanufatura podem gerar mais de US $ 1 trilhão por ano até 2025.

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